Voas sobre países e países, paisagens, monumentos, cidades e povoações. E eu fico aqui, sentado a sonhar sobre o que estás a sobrevoar neste momento, no que irás ver, conhecer e até mesmo aprender.
Fico aqui, sentada a sonhar por ti, e à espera, à espera que voltes com as tuas histórias fascinantes que me arrancam um sorriso de orelha a orelha, mas que de seguida vem uma lágrima escondida no enegrecido da noite, por não puder ter vivido contigo essas histórias e ter estado lá presente a teu lado.
De uma coisa tenho a certeza, os nossos dois pequenos mundos nunca se irão conseguir moldar um ao outro.
Pois, tu és um homem de alturas, aceitas os maiores desafios que a vida te proporciona, os maiores trajectos para seguires nessa jornada da tua vida. Tens a tua vida colocada numa mala de viagem, e ainda trancada a sete cadeados, cada um com uma codificação infinita e impossível de resolver. Nunca sei quando estás a voar e só sei quando estás de volta quando apareces do nada como quem anda à procura, e chega o seu príncipe encantado.
E eu, sou apenas uma mera sonhadora de um mundo que tenta que não seja sujo e sim o mais cristalino.
Sonho contigo, com o mundo e com as tuas viagens. Sou uma pessoa com os sonhos dentro de si mesmo, e tu és outra complemente diferente que tem os sonhos a seu lado, é só esticares a mão que os consegues concretizar.
Somos tão diferentes mas tão iguais quando se fala de amor. E é graças a essas diferenças e divergências que te escrevo uma última vez; que sonho uma última com os lugares por onde passas, que sonho contigo e comigo.
Mas hoje irei pecar de novo, irei relembrar-me uma última vez, e desculpa por isso...
Mas para mim, um minuto a mais de amor nunca foi pecado.
E a cometer este pecado me despeço de ti,
sonhador com o mundo à sua volta.
Espero-te no sítio do costume, de sonhadora interior.