terça-feira, 11 de setembro de 2018

5:30


5:30 de uma madrugada de inverno, a neve continua a cair num humilde silencioso amanhecer.
Um lírio, conhecido por outro nome, deixa a sua casa no ribeiro celeste do cisne. Um amável coração que sempre deixou-me envergonhado de mim mesmo.
Foge para longe a sonhar com um mundo distante, neste simples e cruel jogo infantil da vida.
Não há ninguém para chamar o seu nome.
Sonha alto com um mundo distante.
Que a bondade no seu coração seja para sempre o meu campo de girassóis.

Gozada pelo homem nas profundezas da vergonha, aquela pequena criança com toda uma vida pela frente,por uma memória mais gentil, ela ficaria junto às bestas...
Hora para uma lágrima e um pedido mais ousado, antes da sua fuga nos raios de luz do paraíso.



Nós a matamos com seu próprio amável coração.



27/03/2018 Leandro Fernandes

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