Choro e irei chorar. Até a última lágrima secar e quando não conseguir chorar mais aí saberei que já te superei.
Podes achar que é doentio escrever-te da maneira que escrevo, chorar da maneira que choro. Doença? Não vejo em lado nenhuma. Vejo apenas alguém que te ama mas é impedido de o fazer graças aos fantasmas do teu passado e do teu presente. Porém, apesar de não deixares que estes sentimentos atravessem por ti e se dissolvam na tua essência, continua a fazê-lo na esperança de um dia poderes dizer “eu realmente fui genuinamente amado”.
Foi preciso conhecer-te para compreender na pele, no corpo e na alma a importância de me permitir ser frágil e imperfeito. Perpetuar uma imagem de que a vida é fácil e sem dificuldade só alimenta a figura de uma vida que não existe. Quero que me vejas frágil e sensível. Que me vejas a duvidar a cada segundo. Que me vejas tal e qual como sou despido da ilusão de uma perfeição que não existe.
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